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ARCHIVO PHONOGRAPHICO

Se eu tivesse de escolher só uma música de cada um dos meus discos

ARCHIVO PHONOGRAPHICO

Se eu tivesse de escolher só uma música de cada um dos meus discos

LOVE & COMMUNICATION (2006)

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Chan Marshall (ou será a 'Cat Power'?) tem tudo para me irritar, a começar pela pose de lugar-comum indie, Paciência para neuróticos, só se forem do calibre dum Roger Waters. Dito isto, há qualidades óbvias e coisas boas em The Greatest (2006), como este «Love & Communication», a encerrar o disco. 

 

I BELIEVE TO MY SOUL (1961)

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The Genius Sings The Blues (1961), óptimo disco de Ray Charles, último editado pela Atlantic, com vários blues gravados ao longo dos anos para este selo. De todas as faixas, escolho esta sem hesitar, com tudo o queremos de um blues: um grande riff e uma tristeza sem remissão. Acresce que ouvi-a pela primeira vez na voz do enome shouter  inglês (Newcastle-on-Tyne) Eric Burdon, dos Animals.

 

 

#37 - AI MEU AMOR SE BASTASSE (2004)

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Um casamento perfeito do fado tradicional ("Fado Pedro Rodrigues"), com a letra, exímia, de Manuela de Freitas, para uma esplêndida interpretação de Aldina Duarte, acompanhada por José Manuel Neto, à guitarra, e Carlos Manuel Proença, à viola. Fado bem gingado é isto.

De Apenas o Amor (2004).

 

 

#36 - FLOR DA MURTA (1974)

 

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 O Guerrilheiro (1974) é um disco extraordinário de Luís Cília, com base no cancioneiro português, em recolha feita por si ainda no exílio parisiense, com direcção de Bernard Pierrot, do grupo de música medieval Les Ménestriers. Em 1982 sairía uma regravação com novo título: Cancioneiro. Escolher é difícil, mas opto pela limpidez da mais breve composição do álbum, «Flor da Murta».

 

 

#35 - RIDE ON (1980)

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 Eric Brurdon é a  voz que se destaca nessas bandas britânicas surgidas em meados da década de 1960. Foi a cara dos Animals e nunca deixará de estar-lhes associado, tanto mais que o percurso posterior nunca se conseguiu libertar do óptimo que aquilo foi. Este Darkness Darkness (1980) não é grande coisa, mas tem alguns bons momentos. Um deles é esta versão do tema de Scott e dos irmãos Young, membros dessa outra assinalável e ordinaríssima banda de blues-rock que dá pelo nome de AC/DC... (O sax é de Mel Collins [King Crimson, Camel...])

 

#34 - SISTER SADIE (1977)

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 Contrabaixista mítico e longevo, Ray Brown com Cedar Walton (piano) e Elvin Jones (bateria) fecham Something For Lester (1977) com um standardde Horace Silver, outro fora de série. Palavras para què? Três músicos combinam e solam com uma alegria que só o jazz tem.

 

 

#33 - 52 GIRLS (1979)

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Em 1979 e 1980, tinha eu quinze-dezasseis anos, estava preparado para tudo o que a música me quisesse dar, Graças a amigos e colegas de escola mais velhos, crescera a ouvir o grande rock progressivo, e agora apanhava em cheio com a violência dos restos do punk. E passei a ouvir os dois, com o mesmíssimo interesse, sem esquecer os rythm & blues dos Dr. Feelgood, o hard rock dos AC/DC e dos Aerosmith e o que vinha ainda de trás, da década de sessenta. Era fervilhante.

Não me esqueço, por isso da sensação que foi ouvir estes descabelados pela primeira vez, a entoação sardónica do Fred Schneider, o cio estridente de Kate Pierson e Cindy Wilson. Acreditem, aquilo mexia com o puto que eu era. E este «52 Girls» era disso exemplo: uma porcaria de letra, a que não ligava nenhuma (defeito que me ficou), nem interessava para nada, diante daquela batida primária, riffs elementares e o ululante transgressivo de Kate e Cindy.

 

#32 - BLUE CHARLIE BROWN (2000)

DavidBenoit-Here'sToYouCharlieBrown-50GreatyYears!

 

Música pra os Peanuts, só tem um nome: o de Vince Guaraldi. Here's To You, Cahrlie Brown: 50 Grat Years! (2000), de David Benoit é uma homenagem a Charles Schulz e às suas criaturas, e também a Guaraldi, que toca piano na primeira faixa. Escolho «Blue Charlie Brown», tema da autoria daquele, porque vislumbro os altos e baixo da (grande) personagem, e gosto particularmente da guitarra de Russell Malone e do diálogo estabelecido entre os vários instrumentos.

 

 

#31 - π (2005)

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A minha admiração por Kate Bush é ilimitada. Deste Aerial(2005), entre tantas composições preciosas, uma há que se me impõe irresistivelmente: «\pi ». , cujo refrão é :"3.1415926535 8979323846 264 338 3279", numa magnífica e envolventedolcezza, de que só ela seria capaz.